Professores reprovados

Editorial de 11 de fevereiro de 2011 – página A/3 – Jornal Agora – Um aluno que é reprovado num exame não pode passar de ano. A lógica, tão óbvia, deveria valer também para os professores. Mas não é isso que ocorre no Estado de São Paulo.

Os professores temporários que não passaram na prova (acertaram menos de metade das 80 questões) poderão mesmo assim dar aula na rede estadual.

Se não houver professores concursados ou temporários que tenham passado na prova interessados em uma vaga, o mestre reprovado poderá dar aula normalmente.

É impossível acreditar que a qualidade do ensino possa melhorar com um professor que não conseguiu ser aprovado numa prova de seleção.

Em 2009, em torno de 40% dos temporários não tiveram o desempenho mínimo. Os resultados do ano passado ainda não estão disponíveis.

É claro que é melhor ter um professor ruim do que não ter nenhum. Mas São Paulo não pode pensar pequeno assim.

É preciso sanar a falta de docentes nas escolas da rede estadual. Não é mais aceitável que alunos sejam prejudicados e fiquem, em alguns casos, meses sem aulas de algumas matérias.

Os baixos salários, a falta de prestígio social e as condições ruins de trabalho ajudam a piorar o quadro.

Para combater esse cenário, o governo precisa aumentar a contratação de professores concursados, com salários decentes e melhor estrutura.

A novela do uso abusivo de profissionais temporários e despreparados precisa de uma vez por toda ser encerrada.

 

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