REI MORTO, REI POSTO. TEM CHEIRO DE CPMF NO AR

REI MORTO, REI POSTO. TEM CHEIRO DE CPMF NO AR
por Professor José Maria Cancelliero

Dilma, a presidente eleita, em suas entrevistas falou acerca da CPMF. Lula admitiu que se frustou com a isenção da cobrança do imposto, em seu governo. “Rei morto, rei posto. Agora é com a Dilma”, disse Lula. A CPMF é mais dinheiro para a saúde. “Uma reforma tributária só será feita negociando com os governadores, porque essa é a lógica da reforma tributária. Ela tem que ser negociada com os govenadores, para que eles olhando seus cofres pressionem as suas bases”, explicou Dilma aos repórteres.

Os jornais expõem que a presidente eleita fala a respeito dos governadores. Ela precisa deles como aliados, para trazer de volta a CPMF. Mas aí, haverá outro problema: o corte de outros impostos.

Seja como for, nós, contribuintes, precisamos ficar atentos e e nos precaver para uma nova reedição da velha CPMF. Temos que nos manter alertas para a realidade cruel de uma legislação tributária injusta. Quem sabe nos  espera adiante? O brasileiro suplica por menos impostos. O governo tem um apetite insaciável por mais tributos. É nítido o choque entre as necessidades do povo e os interesses dos nossos governantes. Se o problema é a manutenção da máquina pública, será aplicada uma solução ou será mantida a sórdida fórmula em mexer no bolso do cidadão, cujo peso de uma carga tributária insustentável ultrapassa o limite de sua própria dignidade?

São 148 dias suados, por ano, só para o trabalhador pagar essa monstruosa conta.

O Imposto “metro” da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) revelou que os brasileiros atingiram, em 26 de outubro, às 12h30, a marca recorde de R$ 1 trilhão em tributos federais, estaduais e municipais, pagos em 2010.  A expectativa é que o Brasil deve arrecadar, até o final deste ano, 10,3% a mais em tributos do que o total de 2009 – ou seja, mais de R$ 1.2 trilhões.

Novamente, nos acenam com uma Reforma Tributária. Não será nada fácil. Porém, vamos torcer para que o povo brasileiro consiga se manter inflexível. Precisamos sim, de uma Reforma Tributária. Mas, que seja justa, transparente e honesta. Que venha logo, antes que os valores da ética, da moral e da justiça pereçam de vez.

Certo. Rei morto, rei posto. Mas a esperança de vivermos uma realidade tributária íntegra e democrática está mais avivada do que nunca.

Teremos mudança? Quem viver verá. Resta-nos aguardar.

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