CIRCO DE HORROR – ALUNOS PAGAM PARA NÃO APANHAR

Constrangimento na Educação. Em época eleitoral o que não faltam são propostas, promessas e tudo o quanto for alusivo à educação.

O problema é que poucos são os que realmente entendem e trabalham na área.

Curiosos se multiplicam a cada gestão. Porém, além de não ajudar, por vezes, acabam por atrapalhar ainda mais o processo de qualificação do ensino.

Acompanhados por tecnocratas, peritos detentores de toda a espécie de informação, nossos gestores armazenam em seus gabinetes toda a sorte de estatísticas capazes de argumentar teses mirabolantes acerca de generalidades educacionais.

Na teoria, até que impressiona. Mas, na prática, encaramos situações que chega ao limite do vexame moral.

O que o Jornal Folha de São Paulo veiculou nesta terça-feira (28/9) – é um bom exemplo do que podemos chamar de constrangimento coletivo. Aquela vergonha que a gente sente, quando o outro, que de fato deveria sentir, não sente.

O mais recente absurdo que ocorre na educação pública paulista é visto na escola estadual Padre Anchieta, no Brás – região central da capital – onde alunos imigrantes, especialmente bolivianos, precisam pagar “pedágio” aos brasileiros para não apanhar fora da escola.

Segundo a Folha de São Paulo, para garantirem suas seguranças os alunos estrangeiros precisam pagar lanches na cantina da escola ou dão aos brasileiros o que têm nos bolsos, qualquer quantia, mesmo que seja R$ 1. “Caso contrário, apanham do lado de fora da escola”, diz Mário Roberto Queiroz, 49, professor de história e mediador – função criada pela Secretaria da Educação para trabalhar junto à comunidade escolar questões como atos de vandalismo, discriminação e violência.

Tai o resultado da demagogia ilimitada, do marketing excessivo e da falta de experiência dos que se julgam capazes de administrar a educação pública estadual.

É hora de mudarmos o sistema de gerir a educação pública. Caso contrário, será cada vez mais difícil aniquilar a agressividade do cidadão. É preciso findar, definitivamente, esse círculo vicioso que alimenta a violência que tanto nos assombra.

Temos que investir na educação e em seus profissionais. Só assim teremos uma sociedade equilibrada e sadia.

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