SÍNDROME DE DOWN NO ENSINO MÉDIO. UM DIREITO, NÃO UM FAVOR

SÍNDROME DE DOWN NO ENSINO MÉDIO. UM DIREITO, NÃO UM FAVOR

Quem vê Bruno junto aos colegas, estudantes do ensino médio de uma escola regular, compartilhando a mesma jornada disciplinar, não imagina que ele encara um desafio e tanto, tendo como aliada a inclusão. Felizmente, para este adolescente, portador da Síndrome de Down, existe uma sólida estrutura familiar e escolar que o permite encarar o preconceito como um obstáculo já vencido.

Colegas para defini-lo é que não faltam. Eles se apressam para dar suas opiniões. “Bruno é um ótimo amigo e muito esforçado”, diz Mariana Visconti, com um sorriso. “Por vezes, se estressa. Mas logo fazemos com que se acalme”, conta Leonardo Holanda.

Foi graças à insistência de sua mãe, Aparecida Zinone, que Bruno conseguiu ultrapassar a barreira do preconceito e da exclusão.
“Quando ele nasceu, logo pensei como seria o seu primeiro dia de aula. Não queria que ele fosse para uma escola especial. É importante que os pais saibam que existe a inclusão, que as crianças com necessidades especiais têm essa opção. É necessário que tenham contato com crianças comuns para que possam progredir. Há uma troca importante, uma troca rica para todos, porque as outras crianças aprendem muito em contato com quem é diferente”, explica Aparecida, com a sabedoria e lucidez de uma mãe verdadeiramente especial.

Bruno pode contar com um apoio exemplar. Porém, ainda que por lei todas as escolas sejam obrigadas a aceitar os alunos com portadores da Síndrome de Down, nem todas estão preparadas para recebê-los.

É de fundamental importância salientar, aqui, que a decisão acerca do tipo de educação a ser oferecida às crianças com necessidades especiais cabe aos pais. E que não é nada simples tomá-la. Contudo, cabe, também, ao professor um papel fundamental na inclusão deste aluno.

Na opinião da coordenadora da escola onde o Bruno frequenta, Vivian Ouro Papazissis, todos os professores devem estar conscientes para buscarem novas metodologias a fim de suprirem as necessidades do incluso.

Para concluir, a psicopedagoga Edna Maia opina que é imprescindível aos colegas entenderem que a adaptação curricular não é de forma alguma um favorecimento, mas um direito do aluno.

Assista ao vídeo

SECOM/CPP

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