O MAGISTÉRIO PRECISA E VAI ELEGER O SEU REPRESENTANTE

Artigo publicado pela  Professora Maria Alice Bicudo Soares

DIRETORA DE COMUNICAÇÃO DO CPP – em 23/07/2010

Editoria  Ponto de Vista no Portal do CPP – http://www.cpp.org.br


Quando o saudoso Professor Palmiro Mennucci ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, os órgãos dirigentes do CPP elaboraram vários Projetos de Lei e Projetos de Lei Complementares do interesse dos professores e da sociedade em geral, os quais foram apresentados pelo então presidente da entidade, que era o Deputado Estadual que a representava .

Enquanto esteve na Assembleia, Palmiro acompanhou passo e passo todos os projetos do CPP por ele apresentados, impulsionando a sua tramitação através das diversas Comissões daquela Casa de Leis.

No entanto, como o professor Palmiro Mennucci não foi reeleito, o CPP ficou sem a sua representação e os projetos da entidade passaram a tramitar em ritmo muito lento, pois não havia mais, naquela Casa, quem se interessasse por eles.

Hoje, a maioria dos projetos já foi aprovada nas Comissões estando, alguns deles, prontos para a ordem do dia, ou seja, prontos para irem à votação.

Mas, mais uma vez, sofremos as consequências de não termos um representante no Legislativo. Qual deputado vai se interessar em batalhar pelo célere andamento ou pela colocação em votação de um Projeto de Lei que não é seu?

Lá, estão parados os Projetos de Lei Complementares que estende aos professores ACTs, não estáveis, o direito à sexta parte e à licença prêmio, o que corrige as injustiças praticadas com a remoção “ex-officio” decorrente da municipalização, o que limita a concessão de gratificações em lugar de reajustes salariais, os que protegem os aposentados e os idosos de forma geral, os que pretendem melhorar a estrutura das escolas e as condições de trabalho dos professores, entre outros tantos. São mais de setenta projetos parados nos escaninhos daquela Casa.

Porém, este ano de 2010, é ano de eleições, e teremos a oportunidade de renovar o legislativo, de levar para lá, pessoas sérias e comprometidas.

A categoria do magistério é a mais numerosa do serviço público. Este fato sempre pesou contra nós na hora do governo conceder qualquer benefício.

Vamos transformar esta nossa fraqueza em nossa força. Se nos unirmos, podemos ter a convicção de que colocaremos, na Assembleia Legislativa, um deputado efetivamente comprometido com as causas da educação e do magistério. Não aquele candidato que, em época de eleições apregoa:

”Sou professor” ou “Minha mãe é professora”.

Tem que ser alguém que, realmente sujou as mãos no pó de giz, que percorreu, por concurso, todos os cargos da penosa carreira do magistério e que, mesmo depois de aposentado, continuou dedicando seus dias à militância em prol da educação e dos educadores.

É de um deputado com este perfil que nós precisamos. Está na hora do professorado paulista ter, novamente, um representante na Assembleia Legislativa e retomar a cadeira que lhe pertence naquela Casa.

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