Quem sabe, ensina

Fonte: Reviosta Época 17-05-2010-pág.71 – A escola de negócios Fundação Dom Cabral, de Minas, está entre as dez melhores do mundo. O que ela fez para chegar lá?

O apagão de mão de obra qualificada é hoje um dos maiores obstáculos ao crescimento da economia brasileira. E uma das áreas em que essa carência se manifesta de modo mais contundente é a administração – a mais essencial das qualificações para as empresas de um país que deseja crescer. Todo ano, as melhores escolas de administração e negócios do mundo disputam um lugar na lista publicada pelo jornal de economia britânico Financial Times. Em 2010, pela primeira vez, uma brasileira está entre as dez primeiras: a Fundação Dom Cabral (FDC), de Belo Horizonte, ocupa a sexta posição, numa lista com 50 nomes, liderada pela escola de negócios da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. As outras nove primeiras escolas são dos EUA ou da Europa. As ascenção da FDC reflete uma tendência recente da lista: a globalização. Apareceram neste ano representantes de Peru, Colômbia e África do Sul, além de outra brasileira, o Insper (ex-Ibmec-SP), na 27a posição.

A FDC foi criada em 1976 por quatro professores da Universidade Católica de Minas Gerais: Emerson de Almeida, hoje presidente, mais três colegas. Era a éoca do milagre econômico. Empresas estrangeiras começavam a prestar atenção ao Brasil. Os quatro perceberam que elas precisavam treinar executivos aqui. “Começamos a oferecer cursos numa sala, na universidade. Cabiam 30 participantes e apareciam 100 candidatos”, diz Almeida, presidente da FDC. A escola cresceu e, em 2009, treinou 25 mil profissionais.

A inclusão na lista do Financial Times ocorreu por vários motivos. A FDC reaproveitou a crise financeira global para se firmar como referência no mercado internacional. Em vez de cortar pessoal, aumentou o esforço de venda de seus cursos, diante da necessidade das empresas de continuar qualificando seus funcionários para enfrentar a crise. Ofereceu cursos diversificados em áreas inovadoras, como desafios para mulheres empresárias, desenvolvimento sustentável e risco para empresa pós-crise. Finalmente, firmou parcerias com algumas das melhores escolas de negócios do mundo. “O intercâmbio traz visões e experi~encias valiosas, diferenciadas”, diz Carlos Eugênio Dutra, diretor de planejamento estratégico da Fiat. Ele passou três semanas numa escola de negócios nos Estados Unidos, como parte de um curso da FDC.

Em 2009, a FDC criou um conselho consultivo internacional, responsável por ajuda a decidir seu futuro. Participam 82 representantes de 23 países, entre eles Alberto Weisser, presidente mundial do gigante agrícola Bunge, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no Brasil. Em 2010, a FDC começou a oferecer um programa para americanos e europeus sobre investimento no Brasil, na Rússia, Índia e China. “Chegar aonde queremos significa ter a mesma imagem, reputação e reconhecimento de escolascomo Harvard. É virar referência mundial”, diz Almeida.

Ensino de negócios – as melhores escolas do mundo: 1) Harvard Business School EUA; 2) HEC Paris França ; 3) IMD Suíça; 3) Center for Creative Leadership EUA/Bélgica/Cingapura; 5) Iese Espanha; 6) Fundação Dom Cabral Brasil; 7) Esade Espanha; 8) Thunderbird EUA ; 8) Insead França; 10) Essec França/Cingapura; 28) Insper Brasil.

Fonte: Financial Times

 

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