Protesto contra Serra fecha a avenida Paulista

Fonte: Jornal Agora- 1-04-2010- pág.4/A – Manifestação de servidores contou com assembleia dos professores que decidiram manter a greve na rede estadual por mais uma semana

Professores estaduais e servidores da área da saúde, conduzidos por lideranças sindicais, promoveram ontem (31/3)  o “bota-fora” de José Serra (PSDB), com mais de 3.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, e interromperam o trânsito na região da avenida Paulista (região central de SP). O tucano deixa amanhã o governo para disputa das eleições presidenciais.

O protesto, dessa vez, ocorreu sem confrontos com a PM, que apenas acompanhou os participantes durante o trajeto até a praça da República (região central de SP). Na última sexta-feira, um grupo de manifestantes foi atingido por balas de borracha nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes em ato contra a política educacional do governo. Parte dos professores está em greve desde 8 de março por reajuste salarial. Os professores pedem aumento de 34,3% e a incorporação dos bônus na renda mensal.

“Quem trata o professor dessa forma não pode governar bem o Brasil”, discursou a presidente da Apeoesp. O PSDB entrou com uma representação na Justiça Eleitoral contra o sindicato e Maria Izabel, que é filiada ao PT, por causa das declarações de cunho eleitoral feitas nos protestos.

Por volta das 14h, representantes dos sindicatos e da oposição também protestaram contra o valor do vale-refeição. Uma mesa foi montada para a entrega simbólica da “refeição Serra”: uma coxinha e uma folha de alface. “É isso que dá para comprar com os R$ 4 que recebemos por dia”, disse Emerson Trindade, diretor do sindicato dos servidores da área da saúde.

No final da tarde, os funcionários votaram pela continuidade da greve até, pelo menos, a próxima quinta-feira, quando nova manifestação deve acontecer na Paulista.

Resposta – ‘Movimento é político’, diz governo – A Secretaria de Estado da Educação afirma que o movimento é uma tentativa de criar um fato político, já que as 5.000 escolas estaduais estão funcionando.

A secretaria afirmou que, mesmo com as manifestações, não vai mudar suas políticas, como a valorização pelo mérito concedida mediante avaliações, que, segundo a pasta, já rendeu aumento de 25% a 44.500 funcionários. Segundo o governo, os professores tiveram sua remuneração elevada em até 38,2%, considerando os reajustes e as gratifcações. “Não há justificativa para reivindicação de 34%. Isso custaria R$ 3,5 bilhões e desorganizaria as finanças da Educação”, diz a pasta, em nota.

 

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