Governo não abre negociação e a greve do magistério continua

Em Assembléia Geral realizada nesta quarta-feira (31/3), sem acordo com o governo, os professores decidiram: a greve continua por tempo indeterminado.

Mesmo impedidos de estacionar o carro de som, e sem a mínima infraestrutura, os professores participaram de um protesto na Avenida Paulista, onde bloquearam as pistas, e seguiram em passeata pela Rua da Consolação até a Praça da República, onde aconteceu a Assembléia da categoria.

Como foi o último dia de José Serra (PSDB) no governo paulista, de onde sairá para disputar a eleição presidencial, diferentes entidades dos funcionários públicos participaram de manifestação chamada de “bota-fora do Serra”.

Os professores, já na Praça da República decidiram pela continuidade da greve e marcaram nova assembleia para a próxima quinta-feira (8/4), às 15 horas, no vão do MASP, na Avenida Paulista.

A greve dos professores teve início em 8 de março. Entre as reivindicações, estão o reajuste salarial de 34,3%.

O professor José Maria Cancelliero – presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), em seu pronunciamento, disse: “estamos aqui para mostrar mais uma vez a nossa insatisfação e indignação com o descaso do governo para com a categoria”.

Em seu discurso, o presidente do CPP ressaltou que quem encaminhou os profissionais da Educação para a greve, foram as atitudes do próprio governo. “Estamos aqui por que o governo não abre negociação. Não estamos pedindo aumento de salário – e sim reivindicando reposição salarial”. Explicou ainda que só para repor as perdas decorrente da inflação seria necessária a concessão de 34,3% de reajuste, e que todas as reivindicações da categoria são legítimas.

“O governo nega a greve. Então, desloca este aparato policial, inclusive a tropa de choque para proteger a Secretaria da Educação – para tentar impedir o professor de protestar. Se não reconhece o movimento, por que polícia? Para nos impedir de falar em Praça Pública? Confiscaram o nosso caminhão, mas não conseguiram confiscar o nosso ânimo, a nossa vontade de melhorar a qualidade de ensino na escola pública e de lutarmos por um salário digno”, afirmou o presidente do CPP.

SECOM/CPP

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