Governo dá aumento a professores bem avaliados, mas não negocia

Fonte: Folha de São Paulo -31-03-2010- pág.A/11 – O governo estadual anuncia hoje (31/3) – dia da manifestação de professores batizada de “bota-fora de Serra”, que 45 mil docentes da rede (0s 20% mais bem avaliados) ganharão um aumento permanente de 25%.

O reajuste faz parte de programa aprovado em outubro, que beneficia professores com as maiores notas numa avaliação de conhecimento. O pagamento será feito em 7 de maio.

A proposta faz parte da política do governo Serra de conceder dinheiro extra a servidores bem avaliados em exames.

Os sindicatos dizem que o critério é injusto, pois 80% ficarão sem aumento, e exigem reajuste salarial de 3,43%, que  visa repor as perdas desde 1998. O governo diz que o índice desajustaria as finanças do Estado.

A Secretaria da Educação afirmou que não negociará com a categoria enquanto houver greve – que começou há três semanas. A pasta disse que o movimento é “político”, e que soube do pedido de reajuste apenas apos o início da paralisação.

A Apeoesp (maior sindicato da rede, filiado à CUT) diz que a secretaria sabia da reivindicação desde o ano passado. E afirma que a greve persistirá enquanto não houver negociação.

Manifestação – O promotor da Habitação e Urbanismo José Carlos de Freitas entrou com pedido na Justiça para barrar a manifestação de hoje, que começa às 14h, no Masp, na Avenida Paulista. O pedido não foi aceito. O Tribunal de Justiça disse que não poderia detalhar a decisão.

Ontem, cerca de 30 militantes do PT de São Bernardo foram impedidos de entrar na solenidade de inspeção do Rodoanel. Mantidos sob o cerco do Batalhão de Choque no acostamento da Anchieta, desistiram.

Um grpo de manifestantes conseguiu furar o bloqueio e começou a apitar durante o discurso de Serra. Como seus apoiadores reagiram aos gritos de “Serra presidente”, o governador interveio: “Aqui não temos campanha antecipada. Se o outro faz, fazemos um esforço para ficar quietos”.

‘Se Serra é PSDB, por que não posso ser PT?’, diz grevista – A principal personagem da greve dos professores estaduais em São Paulo afirma que o movimento não será enfraquecido pela representação feita pelo PSDB e DEM no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e nega agir com interesse eleitoreiro.

“O governador é filiado ao PSDB, assim como o seu secretário da Educação [Paulo Renato Souza]. Se ele pode ser do PSDB, por que eu não posso ser do PT?”, questionou a presidente da Apeoesp.

Os dois partidos interpelaram a entidade e sua dirigente após ela declarar que seu objetivo era “quebrar a espinha dorsal” do PSDB e do governador José Serra. As duas siglas pedem que o tribunal aplique uma multa.

Maria Izabel declarou que não será “intimidada” e ironizou a iniciativa. “Se há tanta preocupação [da Secretaria da Educação] em dizer que não há greve, por que ela usa tantos instrumentos para coibi-la?” O governo Serra, desde o início da greve, vem declarando que o movimento tem baixa adesão.

Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3%, o que recuperaria as perdas causadas pela inflação desde 1998. Os salários dos professores da rede estadual paulista atualmente variam de R$ 1.834 a R$ 3.181 para uma jornada de 40 horas semanais.

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