Prepotência do governo incentiva a permanência da greve

Milhares de professores da rede estadual compareceram à Assembleia Geral realizada na Praça Vinicius de Moraes, próxima ao Palácio do Bandeirantes, sexta-feira, (26/3), às 15 horas. Durante a manifestação, os líderes das entidades dos profissionais da Educação foram informados de que seriam recebidos, na Sede do Governo, paa que pudessem negociar. A condição era que se colocasse um fim à greve.

No Palácio dos Bandeirantes, o professor José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), a professora Loretana Paolieri Pancera -primeira vice-presidente, o professor Silvio dos Santos Martins – terceiro vice-presidente da entidade e os representantes da Apeoesp, Apase  e Udemo se reuniram com o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno Camargo e o secretário-adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.

Eram 18h30, quando a reunião terminou, sem nenhum acordo.

O governo foi taxativo: só negocia se a greve terminar.

Por sua vez, o professor José Maria Cancelliero, presidente do CPP, assumiu que a greve só termina, se houver acordo concreto, sendo seguido, em sua posição, pelas demais entidades. A decisão do comando de greve foi levada à assembleia tendo sido aprovada por unanimidade. “A prepotência do governo nos leva a permanecer em greve. Temos que ser firmes e continuar com a paralisação. O governador Serra sairá carimbado como péssimo gestor e inimigo da Educação”, declarou o presidente do CPP. “Agora, mais do que nunca, devemos permanecer unidos, pois só assim venceremos”, finalizou o professor José Maria.

O descaso do governo em querer negociar somente diante término do movimento grevista, fez com que as lideranças dos profissionais da Educação propusessem uma próxima Assembleia Geral para quarta-feira (31/3), ás 15 horas, na Av. Paulista, quando o Governador José Serra deixará o cargo para disputar a presidência.

Desrespeito e atitude antidemocrática – Gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral: assim os profissionais da Educação foram recebidos no Palácio dos Bandeirantes.  Vários professores ficaram feridos nesta ação covarde, descabida e desumana do governo.

Professor deixe seu comentário!

SECOM/CPP

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