Profissionais da Educação lotam a Av. Paulista e continuam a greve

Cerca de 70 mil Profissionais da Educação compareceram à Assembleia de 19/3 e decidiram continuar a greve iniciada na segunda-feira (8/3). Os educadores seguiram em passeata da Praça da República até a Secretaria da Educação, na tentativa de falar com o secretário Paulo Renato Souza, sem obterem êxito. Em nova votação, escolheram o Palácio dos Bandeirantes para a próxima Assembleia Geral, que será realizada na sexta-feira (26/3).

A decisão pela continuação da greve deixou claro que a resistência é o que move a categoria nesse movimento. A manifestação é o resultado da falta de diálogo entre a categoria e o governo. É a ação de quem não suporta mais as ínfimas condições de trabalho e os salários aviltantes.  Somente assim, a categoria espera se fazer ouvir.

O professor José Maria Cancelliero – presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) – em seu discurso ressaltou que a truculência do governo extrapolou o limite. Afirmou que nada foi reivindicado pelas lideranças representativas dos Profissionais da Educação, e que a greve é puramente política. “Cada vez que o governo apresenta estes falsos argumentos, maior é a adesão e o comparecimento da categoria. A sociedade está ciente que o governador mente. O que queremos é um salário digno. Nossas reivindicações são as mesmas desde 1998. O governo tem que ceder e abrir negociações. Fazemos um movimento pacífico”, desabafou o presidente do CPP.

A professora Loretana Paolieri Pancera emocionou a multidão puxando o Hino Nacional. A primeira vice-presidente do CPP declarou que participou de todas as greves da categoria e que, hoje, sente uma enorme satisfação com a união das entidades dos profissionais da Educação. “Nós, professores, demos uma lição de cidadania. Não houve um incidente sequer, em toda a manifestação. Chega de opressão, de humilhar o professor. Faltam poucos dias para o governador sair como candidato a presidente da República. Contudo, não votaremos nele. Não vamos deixá-lo fazer com o Brasil o que está fazendo com São Paulo”, completou.

O Centro do Professorado Paulista (CPP) cumprimenta os profissionais da Educação pela lição de resistência e cidadania e, principalmente, por não se deixar atingir pelas ameaças e pela opressão do governo. “Nossa luta é justa. As reivindicações mostram o nosso compromisso com a defesa do direito á educação e a nossa coragem para enfrentar aqueles que levaram o ensino paulista à falência”, disse o professor José Maria Cancelliero, presidente da entidade.

SECOM/CPP

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