Professores vão protestar na sede do governo

Fonte: Jornal Agora – 20-03-2010-pág.A/3 – Categoria vai manter paralisação por tempo indeterminado – Em greve, categoria promete mais um protesto na próxima sexta-feira. Em 19/3, Assembleia fechou a Paulista e trânsito foi recorde em São Paulo.

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo prometem fazer uma nova manifestação na próxima sexta-feira, desta vez em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi (zona oeste de SP). Em 19/3, eles decidiram continuar com a paralisação por tempo indeterminado.

Na tarde de 19/3, os grevistas bloquearam totalmente a avenida Paulista (região central de SP) e seguiram em carreata pela avenida Consolação até a Secretaria do Estado da Educação, na praça da República, também localizada no centro da cidade.

Os organizadores da passeata informaram que 60 mil pessoas estavam presentes, mas a Polícia Militar confirma apenas 8.000 participantes.

Os grevistas querem ir até a sede do governo para pressionar o governador José Serra (PSDB). Segundo a categoria, a Secretaria de Estado da Educação não negocia com os grevistas. Em outubro de 2008, policiais civis usaram a mesma estratégia e foram até o Palácio dos Bandeirantes para protestar. Na ocasião, a PM foi chamada e aconteceu um grande confronto entre as duas classes policiais, que deixou vários feridos.

Segundo as entidades, a luta pela valorização do professor vai continuar até o governo aceitar abrir negociação. “Vamos na sexta-feira até o Palácio e mostrar ao José Serra a nossa insatisfação. A principal questão agora é a mobilização”.

As entidades afirmam que cerca de 89% dos professores da rede estadual de ensino ateriram à greve em São Paulo. Professores de diversas cidades de São Paulo vieram em caravanas para a capital. O professor Antonio Geraldo Borges, 49 anos, veio de Barretos (427 Km de SP). “Temos que continuar com a paralisação até negociarem.”

Trânsito – A manifestação também deixou reflexos no trânsito. Às 19h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 207 Km de congestionamento, o maior índice do ano no período da noite.

O secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, afirmou que as manifestações na Paulista descumprem um mandado judicial. Segundo ele, a última passeata da Apeoesp, no dia 12, originou uma multa de R$ 350 mil para a entidade.

Resposta – “Movimento é esvaziado” – O governo José Serra (PSDB) não se manifestou sobre o protesto agendado por professores da rede estadual na próxima sexta-feira nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi (zona oeste de SP).

Em notas anteriores sobre manifestações na área, o governo cita a resolução 141, de 20 de outubro de 1987, da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A resolução dispõe que as vias públicas situadas ao redor do palácio são consideradas áreas de segurança. Por isso, manifestações programadas para esses locais são “obrigatoriamente desviadas para áreas próximas”.

A zona delimitada pela resolução abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret – que ficam no entorno da sede do governo.

Para evitar a presença de manifestantes na região delimitada, o governo deverá chamar reforço policial.

A Secretaria de Estado da Educação disse, em nota, lamentar a continuidade do movimento “esvaziado”, “inimigo da educação de São Paulo” e “que causa transtornos no trânsito de São Paulo”. A pasta disse, de novo, que o movimento tem “explícito caráter político”.

A secretaria diz que, desde 2005, considerando reajustes e gratificações, professores em atividade tiveram remuneração de até 38,2%. A secretaria nega que não negocia com a categoria.

Entenda a paralisação – O que querem os professores: Reajuste salarial de 34,3%; Incorporação de todas as gratificações ao piso salarial, extensiva aos aposentados; Garantia de emprego; Concurso público de caráter classificatório; Fim do limite de 20% dos docentes que podem receber reajuste de 25% se aprovados em avaliação; Fim da prova para professores temporários.

O que diz o governo: A decisão do sindicato é política; A Apeoesp “contesta todos os programas de evolução educacional instituídos pelo governo, extrapolando as reivindicações sindicais”; A adesão é de 1%.

Nova Manifestação: Os professores prometem fazer uma nova manifestação na próxima sexta-feira, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, para pressionar o governo José Serra (PSDB) a atender as reivindicações dos professores; O Palácio dos Bandeirantes não se manifestou sobre o protesto; De acordo com uma resolução da Secretaria da Segurança Pública do Estado de 1987, a área é de segurança. O governo deverá pedir reforço policial para evitar que os manifestantes cheguem perto da sede do Executivo estadual.

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