Justiça nega pedido do Ministério Público para proibir ato de professores na Paulista nesta sexta

Fonte: site UOL -18/03/2010 – 18h52

A Justiça negou o pedido do Ministério Público do Estado para proibir o ato de professores na avenida Paulista, que ocorrerá nesta sexta-feira (19), a partir das 14h. O MPE alegava que a manifestação causará transtornos à circulação de pessoas na região, impedindo o direito de ir e vir. Na última sexta (12), a avenida foi fechada durante o protesto de docentes.

De acordo com a decisão do juiz da 20ª Vara Cível, Flávio Abramovici, é obrigação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da Polícia Militar zelarem para que a circulação de pessoas não vire caos.

Segundo a sentença, o MPE tem de adotar as providências cabíveis a fim de que a PM e a CET adotem “os meios necessários (inclusive força) para que a manifestação não cause qualquer transtorno ao trânsito desta capital”.

As entidades e sindicatos  decidiram entrar em greve no dia 5 de março. Nesta quinta-feira, segundo a entidade, 78% da categoria paralisou as atividades no interior. Na grande São Paulo, o sindicato diz que o movimento atingiu 60% dos professores; na capital, 50%.

O governo do Estado afirmou ter cortado os salários dos servidores em greve e tem minimizado as manifestações. 

Reivindicações

De acordo com as entidades, o movimento “busca reforçar a luta da categoria pelo atendimento das reivindicações na defesa da dignidade profissional”. 

Entre as principais bandeiras dos professores estão: reajuste salarial de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira; garantia de emprego; fim de avaliações para temporários; e realização de concursos públicos para a efetivação dos docentes. 

A rede de São Paulo conta com mais de 220 mil professores e 5 milhões de alunos. Segundo as entidades , os professores que compõem o comando de greve estão visitando as escolas para conversar com pais, alunos e professores, explicando o porquê da paralisação. 

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Uma resposta para Justiça nega pedido do Ministério Público para proibir ato de professores na Paulista nesta sexta

  1. Lazara Aparecida F. Bandoni disse:

    A VOZ DO CPP

    Apesar das fortes pressões para que tenha fim , a greve continua!Ainda bem que a voz do CPP se levanta para defender o magistério. Voz forte, sensata e justa que continua a se erguer para elevar o ânimo dos professores e despertar a consciência dos governantes.
    Já há muito tempo se percebia que o ensino acabaria dessa forma. Mexeram tanto em sua estrutura que as experiências acabaram malogradas. Sem querer admitir seus erros e sem saber como consertá-los, o governo transformou o professor em “bode expiatório” desse quadro que mostra o fracasso de tantas reformas malfeitas e mal implantadas. Além de levar a culpa pelo fracasso, o professor é castigado com um baixo salário que o obriga a trabalhar em três períodos para poder sobreviver.
    O salário do professor é uma vergonha para o mais rico Estado brasileiro, e demonstra, claramente, que o governo não dá valor à Educação; economiza nos salários para fazer propaganda na TV.
    A falta de sensibilidade dos governantes os leva à dissimulação, e a oferecer como aumento a conquista da GAM através da Justiça, que veio beneficiar grande número de professores. Oferecer como aumento aquilo que perderam na Justiça é falta de pudor.
    Os aposentados, que tanto fizeram pela Educação, não recebem a menor consideração e nem salário digno que os possibilitem comprar os seus remédios.
    Dirigir as finanças do Estado para mostrar grandeza, sanear as despesas sacrificando os funcionários, deixa claro que ignoram os valores cristãos. São espíritos cheios de números, despidos de amor ao próximo. Certamente, esses homens possuem muita instrução, mas a Educação não chegou aos seus corações.
    A mente desses economistas valoriza números e nunca as necessidades de sobrevivência. Da forma que o salário se reduz ante a inflação, pode acabar faltando até “o pão nosso de cada dia”. Não seria esta uma boa oportunidade para o governo beneficiar os aposentados?
    O governador sabe que colhemos o que plantamos. Se a semeadura é má, a colheita é péssima! O que pretende colher, governador ?

    Lázara Aparecida Fogaça Bandoni
    Sede Regional de Itararé

    Itararé,20/03/2010

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