‘Greve de professor é programada’

Fonte: Diário de S.Paulo -18-03-2010- pág.4 – Secretário diz que paralisação quer prejudicar campanha de José Serra

“As entidades – afirmam que é uma greve política”. A opinião é de Paulo  Renato Souza, secretário de Educação do Estado de São Paulo, que disse ao Diário que a paralisação da categoria, que atinge escolas da rede desde o dia 8, quer atingir a campanha do governador José Serra (PSDB) à presidência. Dessa forma, a greve dá sinais de que está longe de terminar. Paulo Renato diz que as entidades não enviou solicitações formais à pasta e reiterou que o movimento não tem grande adesão. E usa as políticas adotadas pela secretaria, as memas contestadas pelas entidades, para justificar que os professores estão satisfeitos com a gestão.

Diário – Como o senhor vê o atual momento da greve?

Paulo Renato – A greve vem tendo impacto muito pequeno na rede. Tenho experiência de ter enfrentado greves e essa não é uma paralisação significativa. Cerca de 1% das escolas não estão funcionando. Muitas onde houve um número grande de faltas, chamamos os eventuais para substituir.

A secretaria continua achando que há algo político nessa paralisação?

Dessa vez eles disseram que era uma greve política, para tentar impedir o governador de chegar à presidência. Não sou eu que estou dizendo. Além disso, eles anunciaram essa greve há três meses. Disseram que não deixariam começar o ano. Tentaram duas assembleias durante as férias. Foi um fracasso. Tentaram parar o ano letivo na base da ação judicial. Tentaram o constrangimento físico nas diretorias de ensino. Tudo isso acabou falhando. Eu diria que é uma greve programada.

E até que ponto as medidas influenciam a baixa adesão?

A categoria percebe quando há uma tentativa de manipulação política. Nesses três anos não estamos fazendo outra coisa a não ser trabalhar com os professores. Aqui não foi feito nenhum programa novo, apenas se procurou trabalhar com o professor para melhorar o desempenho da educação de São Paulo. E isso acaba, de certa forma, atraindo o professor para nossa proposta. Nós vamos ter concurso público dia 28 (março). Temos 261 mil inscritos para 10 mil vagas iniciais. São 26 pessoas para 1 vaga, é bem mais concorrido que medicina da USP.

Como tem sido o diálogo da Secretaria Estadual e Educação com as entidades?

Desde que a greve começou, não tem diálogo. Nem reivindicações eles mandaram.

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