Profissionais da Educação-permanecem em greve – 40 mil pessoas estiveram presentes

O Centro do Professorado Paulista (CPP) e as demais entidades representativas dos profissionais da Educação, em greve desde segunda-feira (8/3), fizeram uma assembleia na tarde desta sexta-feira (12/3) – a qual decidiu, por unanimidade, continuar em greve por tempo indeterminado. Também foi aprovada a realização de outra assembleia dia 19 de março – no vão do MASP, na Av. Paulista – para avaliação da greve e tomada de decisões em relação aos rumos do movimento dos educadores.

Após a assembleia, os manifestantes seguiram em passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria de Estado da Educação. Ao avançarem pela Avenida Paulista, em direção à Consolação, houve princípio de tumulto e conflito com a polícia militar, o qual foi resolvido pelos líderes do movimento.

De acordo com as entidades, a adesão à paralisação chegou a 80%. Compareceram à assembleia de hoje cerca de 40 mil profissionais da Educação, vindos de todo o Estado.

A diretoria central do CPP esteve presente com várias sedes regionais: Ribeirão Preto, Santa Isabel, São Bernardo, São Carlos, Tupã, etc. “É uma vitória!”, bradou o professor José Maria Cancelliero – ao ver aquela multidão em passeata. “Nós tivemos a oportunidade de dizer, na Paraça da República, que quem empurra a categoria para a greve é o próprio governo. Por isso, temos que continuar com a greve, até que converse conosco”, afirmou o presidente do CPP.

No entanto, mesmo diante da força do movimento, a Secretaria de Educação do Estado continua ignorando a greve, como se ela não existisse. Tenta negar o óbvio, diante de uma manifestação com cerca de 40 mil profissionais ligados à pasta, deixa cada vez mais insustentável a postura da secretaria. O governo quer passar a ideia de que não há greve. Entretanto, é obrigado a recorrer à imprensa para bater na mesma tecla de que as escolas estão funcionando, na tentativa de, mais uma vez, enganar a população. Os fatos desmentem. A greve cresce e não há uma única escola no Estado, que não esteja envolvida com a paralisação. As que ainda não pararam, discutem como e quando farão a adesão.

Milhares de professores se colocaram em favor da greve e aprovaram, por unanimidade, a continuidade do movimento.

A professora Loretana Paolieri Pancera – 1a vice-presidente do CPP, em seu pronunciamento afirmou: “o movimento está maravilhoso – é político sim, mas por uma política educacional decente para nosso Estado. Por um ensino saudável, com escolas equipadas e profissionais valorizados. Temos que acabar com essa política perversa do governo do PSDB, que passa como um trator em cima da educação pública do Estado de São Paulo”. E advertiu: “Governador Serra – não se esqueça: nas próximas eleições com certeza varreremos esta tirania do Estado de São Paulo”.

Ao final da manifestação, o professor José maria declarou: “O Brasil não merece um governo que se esquece da educação. O governo que nos aguarde: hoje fomos 40 mil – na próxima seremos 80 mil. Exigimos: respeito, dignidade, boas  condições de trabalho estabilidade e salário justo”.

Mensagem do CPP  à população: Pedimos desculpas à população pelos transtornos causados aos pais e alunos. Mas estamos aqui defendendo a escola pública, a escola dos seus filhos. Por isso decidimos continuar com a greve até que o governo receba as entidades para uma negociação. A educação nas mãos deste governo está cada vez pior, com escolas mal estruturadas, falta de docentes e a categoria com os mais baixos salários de todos os tempos. Nós, professores, não vamos permitir que este governo acabe com a educação pública.

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2 respostas para Profissionais da Educação-permanecem em greve – 40 mil pessoas estiveram presentes

  1. Janaina disse:

    Recebi esta carta e gostaria de repassa-la.
    Caros amigos e colegas de magistério.
    MANIFESTO DE UMA CATEGORIA
    Desculpem não me identificar, mas não é possível confiar em um Governo como este.
    Nós professores, estamos divididos sim, contudo, o motivo desta divisão é uma política de perseguição iniciada em governos anteriores, contra a nossa categoria e que por fim chegou ao extremo agora.
    Médicos, policiais, funcionários públicos em geral, também cometem erros e sofrem tanto quanto nós, pela falta preparação e incentivos para melhorar sua qualificação com cursos de qualidade. No entanto, a única categoria a prestar provas para eliminação ou classificação em seus quadros somos nós professores, nossa categoria é a única que merece este tratamento, sem falar da política salarial, na qual não estamos inseridos. Dentro do funcionalismo público, nos órgãos centrais assistimos sempre noticias de acordos sem greves e sem manifestações – servindo para a classe política principalmente.
    AGORA IR AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E DIZER QUE ESTA GREVE NÃO TEM O APOIO DE TODOS OS PROFESSORES, ISTO É RIDICULO, NÃO FOSSE JÁ E POR SI SÓ UM ABSURDO.
    Qual empresa dos meios de comunicação entrou nas escolas para perguntar para nós professores a nossa posição? Tanto a imprensa, quanto o ministério publico não foram as escolas acompanhar a enorme quantidade de obras, valores e resultados finais das mesmas.
    Portanto como um professor igual a tantos outros, quero deixar clara minha indignação, pois se não paralisamos mais, é porque precisamos deste mínimo e humilhante salário que recebemos. A política de perseguição cuja qual a nossa categoria é a única a sofrer com provas, provões e etc., deixa ressabiado, efetivos em período probatório, coordenadores que podem ser cessados de seus cargos e até professores eventuais que podem ser boicotados na atuação.
    NÓS PROFESSORES, MUITAS VEZES NÃO NOS ENTENDEMOS COM A APEOESP, MAS ELA É A NOSSA ÚNICA FERRAMENTA PARA NEGOCIAR COM O GOVERNO, E NÓS PROFESSORES NÃO SOMOS MASSA DE MANOBRA DE NENHUM PARTIDO POLÍTICO. SE OS VEICULOS DE COMINICAÇÃO TIVESSEM ACESSOS AS ESCOLAS, DESCOBRIRIAM QUE MENOS DE 3% DOS PROFESSORES SÃO FILIADOS A PARTIDOS, EU EM PARTICULAR NUNCA ME FILIEI, PORTANTO NÃO ACEITO E NÃO DEVEREMOS ACEITAR ESTA JUSTIFICATIVA DE INFLUENCIA PARTIDARIA, POIS A GREVE NÃO PASSA DE UMA TENTATIVA DESESPERADA DE MANTER A DIGNIDADE, ISTO É, O QUE ESTA EM JOGO, E NÃO A ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR OU PRESIDENTE.
    SEM MAIS PROPONHO A TODOS OS PROFESSORES QUE LEIAM ATENTAMENTE ESTE MANIFESTO, E REPASSEM PARA TODOS OS COLEGAS, E QUE ESTE GRITO ULTRAPASSE AS FRONTEIRAS DA CAPITAL CHEGANDO A TODO INTERIOR ONDE A DOR, POR ESSA POLÍTICA É A MESMA QUE SENTIMOS AQUI.
    VAMOS COLOCAR ESTE MANIFESTO NOS MURAIS DAS ESCOLAS E PARA MOSTRAR QUE NÃO QUEREMOS MAIS SER AGREDIDOS EM SALA DE AULA, ESPANCADOS POR ALUNOS E HUMILHADOS POR ESTE GOVERNO.
    VAMOS PARALISAR COMPLETAMENTE E NOS ESFORÇAR PARA QUE TODOS TENHAM ACESSO A ESTE MANIFESTO E TRANSFORMAR O 1% EM 100%. ESTA SEMANA PESARÁ EM NOSSO SALÁRIO, MAS É A ÚNICA FORMA DE MOSTRARMOS PARA AS AUTORIDADES E A IMPRENSSA O QUE NÓS OS PROFESSORES ESTAMOS ACHANDO DE TUDO ISSO.
    (GOVERNADOR! PROFESSORES NÃO SÃO POLITICOS DE CARREIRA).
    OBS.: O bônus dado, não servirá como um cala boca para nossa categoria.
    Professores repassem para todos os colegas, mandem para os meios de comunicação que vocês conhecem. VAMOS FAZER UMA SUPER SEMANA DE PROTESTOS. O GOVERNADOR PRECISA SABER QUE NÃO ESTAMOS FELIZES.

  2. Maria Regina disse:

    Os meios de comunicação deveriam sair decima do muro e se posicionar a favor dos profissionais. com respeito, por que se não fossem os professores ninguem leriam as suas noticias.

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