Escolas registram paralisações parciais

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 10-03-2010- pág. 11/A – Greve dos professores afeta alguns períodos. Apeoesp e secretaria divergem sobre impacto

A greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo, iniciada na segunda-feira, ganhou adesões pontuais nas escolas visitadas ontem pela reportagem.

No entanto, segundo o Sindicato Apeoesp, 55% das 5.400 escolas do Estado aderiram. Na capital, segundo a entidade, foram 12. A Secretaria Estadual de Educação rebate, dizendo que nas 12 escolas citadas alguns professores faltaram, mas não houve adesão total ao movimento (a decisão de integrar a paralisação é de cada professor e não da instituição de ensino). A pasta diz que apenas 1% dos 220 mil professores da rede participaram do movimento no segundo dia.

Na Aclimação, a E.E. Caetano de Campos ficou sem aula de manhã. À tarde havia uma professora da primeira série do ensino fundamental. O professor de matemática, que preferiu não se identificar, leciona há 17 anos na instituição e não vê alternativa para reivindicar melhorias que não seja a greve. “Tenho que dar 53 aulas por semana para ganhar R$ 2.500.”

A escola Marina Cintra, na Consolação, não teve aulas de manhã e a troca de período foi tumultuada, uma vez que a maioria dos professores da tarde não tinha decidido se iria aderir. Os pais ficaram sabendo através de bilhetes informando que os professores do Ciclo I -Tarde (ensino fundamental) estarão de greve até sexta-feira. O bailarino Geovanir Araújo, de 35 anos, pai de Luan, de 6 anos, considera a situação complicada. “Não tenho com que deixá-lo”.

Outras escolas mantiveram as atividades normalmente, como a E.E. Maria José, na Rua Treze de Maio. Segundo a secretaria da escola, os professores não pretendem aderir ao movimento.

As entidades representativas dos Profissionais da Educação programou assembleias regionais na quinta-feira e manifestação na Avenida Paulista na sexta-feira.

Reivindicações – O que os professores querem, segundo as entidades:

Reajuste salarial imediato de 34,3%; Incorporação de todas as gratificações, extensivas aos aposentados; Plano de carreira justo; Fim de avaliações excludentes; Revogação da lei das faltas, lei 1041 e Concurso público de caráter classificatório.

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