Professor: notícia a respeito da greve

Profissionais da Educação iniciam greve em SP

Professores da rede estadual de São Paulo dão início, em 8/3, a uma paralisação por tempo indeterminado. O movimento, liderado pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) e as demais entidades representativas dos Profissionais da Educação, têm como reivindicações reajuste salarial de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, com a devida extensão aos aposentados, e um plano de carreira justo.

A categoria tem 215 mil docentes em atividade.

Com a greve, os profissionais da educação esperam pressionar o governo José Serra (PSDB) a negociar o reajuste dos salários.

“Essa é a única arma que temos para que o governo atenda a categoria. Creio que essa é a única linguagem que o governo entende – o movimento radical. Já que o governo nos trata com radicalismo – vamos responder na mesma moeda: fechando as escolas. Quinta-feira- faremos uma reunião das lideranças das entidades para programar estratégias e estudar formas de fortalecer o movimento e a adesão à greve. Como o sistema de gratificação do governo valoriza a presença do professor na escola, alguns ficam em dúvida em aderir. Porém, o salário do professor está tão baixo que apoiar as entidades, vale a pena. Queremos os servidores ativos e inativos participando para que o movimento seja bem grande” – declara a professora Loretana Paolieri Pancera, 1a vice-presidente do CPP.

Outra professora, que não quis se identificar desabafa: “é a única maneira para conseguirmos trabalhar em melhores condições. Hoje tivemos aula normal de manhã e no período da tarde, também. Nos reunimos para discutir o nosso posicionamento com relação ao movimento de greve, que é da educação e não só dos professores. A mobilização tem que ser de todos.”

Outra professora, que também não quis se identificar, disse que participa de todas as greves, há muito tempo. Argumenta que não há um aumento real, nem a incorporação das gratificações para os ativos e aposentados, nem garantia de emprego. Afirma revoltada que “essas letras que colocaram para os ACTs e a provinha prejudicaram muito os professores que estão há tempos na escola.”

Este governo gasta milhões em propagandas no rádio e na TV para apresentar mentiras à população. Onde estão as escolas com dois professores? Onde estão os laboratórios de informática abertos nos finais de semana com monitores? Temos que dar uma resposta à altura, chamando os pais dos alunos para conhecer nossas escolas, para que possam comparar com a “escola de metinrinha” que Serra mostra na televisão.

Atenção: o Centro do Professorado Paulista (CPP) e as demais entidades representativas dos profissionais da Educação veicularão matéria paga na Rede Bandeirantes, no intervalo do “Brasil Urgente”, entre 17h30  e 18h50,  na quarta-feira, (10/3).

Serviço:

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

Dia 8/3: conversa com a comunidade escolar

Dias 9 e 10/3: visita às escolas

Dia 11/3: assembleias regionais

Dia 12/3: a paralisação deve permanecer até a próxima sexta-feira (12/3), quando ocorrerá uma nova assembleia para avaliação do movimento e definição dos rumos a serem tomados. A manifestação será no vão do MASP, na avenida Paulista.

VAMOS À LUTA, PORQUE DA NOSSA UNIÃO DEPENDE A NOSSA VITÓRIA!

 

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