Professores prometem greve a partir de segunda

Entrevista Professor Zé Maria -Jornal Agora-6-03-2010-pág.A/12 – Docentes da rede estadual protestam contra a falta de reajuste para a categoria e pedem fim da política de só conceder gratificações e bônus

Professores da rede estadual aprovaram ontem, em assembleia, uma greve por tempo indeterminado que será iniciada na segunda-feira.

Na assembleia havia, para a Polícia Militar, mil pessoas. Já para a Apeoesp (sindicato dos professores), o ato reuniu 10 mil manifestantes.

A principal reivindicação, segundo os sindicatos, é a ausência de reajuste salarial para a categoria, cujos salários estão congelados há cinco anos, segundo a Apeoesp.

Eles pedem também o fim da política de conceder apenas gratificações e bônus.

Outro ponto de insatisfação foi a instituição, neste ano, de um sistema de promoção anual pelo qual até 20% dos integrantes do magistério poderão ter 25% de reajuste se aprovados em uma avaliação.

Os sindicatos se opõem à limitação do número de beneficiados. Em um dos boletins divulgados no ano passado aos associados, a Apeoesp dizia que “o governo vem impondo medidas que fragmentam a nossa categoria, promovem a competição entre os professores e comprometem a qualidade do ensino”.

“O governo se recusa a aplicar uma política salarial e agora vai aumentar a reumuneração de apenas um quinto da categoria. E os 80% que não terão esse dinheiro a mais, como ficarão?”, questiona José Maria
Cancelliero – presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista).

Outros pedidos são a extensão das gratificações aos aposentados e a incorporação delas ao piso salarial, além do fim da prova de temporários.

O movimento pretende atingir as 5.300 escolas da rede – o ano letivo dos cerca de cinco milhões de alunos começou no dia 18 de fevereiro.

Hoje, as entidades representantes de cada servidor da Educação devem se reunir para decidir as estratégias durante a paralisação.

Segundo Cancelliero, a tendência é que a mobilização nas escolas aumente a cada dia. (AMV).

“Decisão do sindicato é política”, diz Estado – Em nota divulgada ontem à noite, a Secretaria de Estado da Educação diz considerar a aprovação da greve como uma decisão política da Apeoesp. O texto divulgado diz que a entidade [Apeoesp] “contesta todos os programas de evolução educacional instituídos pelo atual governo, estrapolando as reivindicações sindicais”. Na nota, a secretaria diz também que confia que o conjunto de professores não vai se mobilizar em relação à pauta de reivindicações,” que só prejudica o ensino público”. (AMV).

 

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