Professores da rede estadual de ensino de SP decidem entrar em greve

Em assembleia realizada na tarde desta sexta (5/3), convocada pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) – e as demais entidades, os Profissionais da Educação decidiram paralisar suas atividades a partir da próxima segunda-feira (8/3). A proposta de greve foi aprovada por cerca de 10 mil professores que participaram da manifestação na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação.

Além do Centro do Professorado Paulista (CPP) – participaram da manifestação a Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo), Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo) e Apampesp (Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo), as quais reivindicam um reajuste salarial de 34,3% para todos os profissionais da educação para repor as perdas acumuladas desde 1998. Em vez de reajustar os salários, o governo tem insistido na política de bônus que, mesmo já estando na sua oitava edição, não foi capaz de melhorar a situação da educação e dos educadores. Neste ano, o governo do Estado vai gastar R$ 700 milhões, com o bônus, o que seria suficiente para a concessão de um reajuste linear de 6%.

“Queremos reajuste salarial, já!” – O professor José Maria Cancelliero – presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) – disse que o Governo é o culpado pela greve. “Estamos há 16 anos com governos do PSDB. Se nós analisarmos a fundo, verificaremos que as reivindicações da categoria, desde o tempo do ex-governador Mário Covas são as mesmas. No caminho tivemos a aprovação da database, que não foi reconhecida pelo governo até hoje. Queríamos o fim das gratificações, que era a maneira mais segura de não mais excluir os aposentados. Mas o governo veio com mais gratificações. Nós queríamos plano de reposição salarial e, novamente, o governo veio na contra mão, com a lei de valorização por mérito, excluindo 80% da massa dos Profissionais da Educação. Nessa pseudo valorização excluiu de vez o aposentado – esquecendo do trabalho que esses colegas realizaram ao longo de sua vida. Então, quem leva a categoria à greve, é o próprio governo. Ele não nos atendeu nessas reivindicações e agora acena com uma incorporação que já deveria ter ocorrido há muito tempo, e faz isso porque a maioria dos aposentados e mesmo alguns da ativa já conquistaram este direito na Justiça. Então, cadê o aumento. Não vamos ter aumento nenhum. A greve é consequência de todo o descaso do governo. Vamos fazer a paralisação para que o governo volte a conversar com as entidades, ele (Serra) foge desde o começo”, enfatiza professor José Maria.

Segundo a professora, Loretana Paolieri Pancera – 1a vice-presidente do CPP, “o governador Serra usou de uma artimanha perversa colocando as barracas na Praça da República para impedir nosso movimento. Mas não conseguiu – nós estamos aqui, para mostrar ao governador Serra que não temos medo da ameaça. Eu acredito no magistério, no professor, nos funcionários de escola, na união das entidades. É AGORA OU NUNCA. Nós temos que fortalecer nossa paralisação para mostrar ao governador que não temos medo e que não vai adiantar usar de pressão para tentar colocar o povo contra aqueles que educam o povo”. Disse Loretana, que ainda acrescentou que a posição do CPP à frente desse movimento é pela greve geral para mostrar ao governador que nossa categoria não pode ser tratada com este descaso, minando a sua autoestima. Vamos à luta, porque a nossa união será a nossa vitória.

Com a greve, os profissionais da educação esperam pressionar o governo José Serra (PSDB) para que se inicie um processo de negociação visando o reajuste dos salários.

A paralisação deve permanecer até a próxima sexta-feira (12/3), quando ocorre uma nova assembleia para a avaliação do movimento e definição dos rumos a serem tomados. O local escolhido para a manifestação foi o vão do MASP, a avenida Paulista.

SECOM/CPP

secom@cpp.org.br

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