Estado culpa professor por nota baixa de aluno

Fonte: Jornal Agora-27-02-2010-Secretário da Educação diz que vai aplicar curso emergencial para os docentes de matemática da rede estadual. Adesão será voluntária. Os resultados obtidos pelos alunos da rede estadual no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), realizado em 2009, foram apresentados ontem pela gestão José Serra (PSDB), que comemorou melhora nas médias de português em todos os níveis de aprendizagem e notou piora em matemática no ensino médio. Para o governo, as notas ruins revelam as dificuldades dos próprios professores.

A “culpa” foi atribuída pelo secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, que anunciou um curso emergencial para os professores da disciplina, com carga horária de 240 horas e apoio de professores da USP e Unicamp. “Vamos montar o curso com as dificuldades relatadas pelos professores e notadas nas provas que aplicamos. Haverá aulas presenciais e pela internet”, explicou. São 35 mil professores de matemática na rede e a adesão é voluntária.

Segundo Paulo Renato, especialistas em ensino de matemática afirmam que a complexidade da disciplina é maior no ensino médio. “Isso traz dificuldades. Uma coisa é você dominar aritmética, outra é você dominar álgebra. Há um salto no qual nossos professores não estão possivelmente preparados. É o que aparece tanto nos resultados do Saresp quanto nas provas aplicadas aos professores. O índice de aproveitamento dos professores temporários, por exemplo, foi de 15% em matemática.”

A posição do governo é combatida pelos especialistas em educação. Eles negam a culpa e repudia a ideia do cursinho. Para eles é muita injustiça. Quando a nota é baixa, a culpa é do professor. “Quando é alta, é resultado de uma política de governo. E o governo quer resolver tudo com um cursinho milagroso. A gente defende é educação continuada, no local de trabalho e durante a jornada”.

Ensino fundamental – Os dados apresentados ontem mostram leve melhora nos índices do ensino fundamental. Houve avanço na pontuação obtida em português e matemática. Segundo os atuais níveis de desempenho, 69% dos alunos da quarta série, por exemplo, estão com médias consideradas “suficientes” e há mais 10% com notas “avançadas”.

A Secretaria de Estado da Educação, porém, não divulgou qual escala de pontos utilizou neste ano para definir sua classificação. A pontuação vai de zero a 500 – a maior nota foi 274,5, obtida pelos alunos do terceiro ano do ensino médio em português. O governo também ficou devendo a divulgação do desempenho dos estudantes na redação e nos exames de história e geografia, além do índice de alfabetização. A promessa é apresentá-los na próxima semana.

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