Nota Vermelha

Jornal Agora – Editorial -06/02/2010

Há coisas que, de tão ruins, parecem não poder piorar. É o caso da educação em São Paulo.

A prefeitura da cidade realiza uma prova, desde 2007, para avaliar os conhecimentos adquiridos por estudantes da 2ª à 8ª série do ensino fundamental. Os resultados têm sido muito fracos. Mais de 70% dos alunos da 4ª série não aprenderam o que deviam em português –e mais de 80% são incompetentes em matemática.

Na 8ª série, a situação piora. Mais de 80% dos alunos não sabem usar a língua portuguesa da forma apropriada para a sua idade. Em matemática, nove de cada dez estudantes terminam o ensino fundamental sem terem um nível satisfatório na disciplina.

O mais incrível é que a situação, ao contrário do que era de esperar, não melhora. Em 2009, em três das quatro séries avaliadas, o rendimento dos estudantes em matemática foi menor do que em 2008.

Todo mundo sabe que enquanto o governo não for capaz de melhorar as condições de ensino e o nível dos professores que educam essas crianças o problema não terá solução.

Acontece que aí, igualmente, as coisas não vão bem. Os cursos de formação dos futuros professores do país são os que atraem os piores alunos.

São dados do Sistema de Seleção Unificada, que dá acesso a vagas em universidades federais aos estudantes que fizeram a prova do Enem.

Ou seja, maus professores que formam maus alunos que se tornam… maus professores! É preciso romper com esse ciclo vicioso.

Professor, deixe seu comentário!

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