Direitos cerceados: a indecente ameaça que paira sobre o nosso povo

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a última opção.”

A frase foi dita em 1787, por Thomas Jefferson, um presidente americano de visão ampla que enxergava a liberdade de imprensa como primazia da força democrática de seu país. Num começo de ano particularmente conturbado – notícias preocupantes, em meio às tragédias mundiais e locais, chamam a nossa atenção.

Uma, em especial, se espalha aos quatro cantos do País, alertando a respeito de uma indecente ameaça pairando sobre o nosso povo. Difícil ver um brasileiro indiferente ao polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos.

O governo choca, confunde e assusta. Com sorriso aberto de ícone popular, o presidente da nossa República tenta explicar o inexplicável argumentando que certos itens do tal Programa, foram assinados, porém, não foram lidos.

Neste ponto não podemos nos surpreender porque bem sabemos da aversão que o líder do nosso país sente pelo hábito da leitura. Esse “Programa Nacional de Direitos Humanos” – não se intimida em propor a violação da liberdade de imprensa, da anistia, do direito à propriedade e outras aberrações.

É bom ficarmos atentos antes que o governo tenha a certeza de que – nós, brasileiros, estamos inconscientes, sedados – ou emburrecidos de vez – e o aprove este absurdo, condenando-nos a voltar a viver sob o jugo de uma ditadura nociva e macabra.

Um pesadelo que, por ora, é mantido preso, acorrentado nos porões do passado. Assim, nós, profissionais da educação – cientes da nossa posição como formadores de opinião – precisamos nos manter alertas a qualquer tipo de ameaça à liberdade de expressão e aos direitos fundamentais da cidadania brasileira.

A matéria da Veja, da semana passada, além da frase acima citada, de Thomas Jefferson, inclui a do ditador soviético Vladimir Lenin, com a qual, tudo indica, o nosso governo concorda: “Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então, não a daremos”. Isto é uma aberração. Direitos cerceados? Resta-nos lutar, nas urnas, para eliminar qualquer intenção que nos leve ao horror de um retrocesso democrático.

Pense nisto.

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