Teste de temporário aprova 52% dos candidatos

Jornal Agora -23-01-2010-pág. A/11

Reportagem de Amanda Mont’Alvão Veloso e FSP)

Entrevistada: Profa. Maria Lúcia de Almeida – Vice-presidente do CPP

Prova obrigatória, que define quem dará aulas na rede estadual, será classificatória neste ano; reprovados poderão ser chamados para lecionar

Dos 181.870 professores que prestaram a prova para trabalhar como temporários na rede estadual, 93.804 foram aprovados, segundo o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

O resultado deverá estar disponível para consulta na terça-feira, pelo site www.educacao.sp.gov.br. Esses professores poderão participar do processo de escolha de aulas neste ano.

A Secretaria de Estado da Educação informou em 22 de janeiro que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção de temporários – os outros 48% que não atingiram a nota de corte da prova, que é cinco, segundo a ordem de classificação. A regra, que valerá neste ano, poderá ser alterada nos próximos anos.

Os reprovados serão chamados se faltarem professores, mas eles terão de fazer uma nova prova no fim deste ano se quiserem permanecer na rede em 2011.

Segundo a pasta, não é possível saber se o número de aprovados será suficiente para o número de vagas que surgirem, mas é provável que haja a necessidade de menos temporários em 2010, tendo em vista que foram criadas mais duas jornadas de aulas, de 12 e de 40 horas. Além disso, o número de aprovados supera em 13.804 o total de temporários que atuaram na rede no ano passado.

A nota que definiu a aprovação foi obtida pela soma da nota na prova (80 pontos), do tempo de serviço (80 pontos) e dos títulos (20 pontos). As provas foram realizadas em dezembro. Cerca de 60 professores obtiveram nota zero.

Esta será a primeira vez que os temporários da rede foram selecionados por uma prova, que é obrigatória e deve ser feita todos os anos. O sistema de avaliação deveria ter sido implantado em 2008, mas denúncias de irregularidades e uma liminar (decisão provisória) suspenderam seu uso. Antes, a definição era feita pelo tempo de serviço.

Os professores que têm estabilidade garantida (lei da SPPrev) e foram reprovados terão jornada de 12 horas semanais, em funções auxiliares (fora da sala de aula).

A atribuição de aulas dos temporários será feita a partir das vagas que não forem escolhidas pelos 130 mil efetivos da rede.

Sindicatos aceitam resultado

A aprovação de mais da metade dos temporários representou uma resposta dos professores à ideia, da Secretaria de Estado da Educação, de que a categoria estaria despreparada, segundo avaliação de Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (Sindicato dos professores).

Para ela, o desempenho foi satisfatório, considerando a extensa bibliografia e o tempo limitado para estudar.

“Além disso, depois de muita reivindicação, professores que não foram aprovados poderão ser chamados para dar aulas, ou seja, a avaliação não será eliminatória, como anunciado.”

Para Maria Lúcia de Almeida, do CPP (Centro do Professorado Paulista), o desempenho dos professores só não foi melhor por falta de estrutura e de sensibilidade na elaboração do exame, considerado pelo secretário como “complexo”. 

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