Vandalismo lidera casos de violência nas escolas

Levantamento inédito do governo estadual registra 5.132 casos de violência em 5 meses. Agressão é a segunda maior preocupação na rede

Um levantameto inédito iniciado nas escolas pela Secretaria de Estado da Educação, por meio do ROE (Registro de Ocorrências Escolares), mostrou que em 156 dias – período entre o dia 8 de julho e 10 de novembro – foram registrados 5.132 casos de violência escolar em toda a rede, sendo 2.315 deles referentes a casos de vandalismo e agressão.

O sistema de registro de casos – implantado nas 5.400 unidades de ensino da rede – ainda está em fase inicial e foi implantado há cinco meses. Ele vai servir como um banco de dados padronizado para fornecer um diagnóstico da violência na rede.

No ranking dos problemas, o vandalismo fica em primeiro lugar, com 1.179 ocorrências registradas em todo o Estado – sendo 545 destes somente nas escolas da Grande SP. Em seguida aparece a agressão física, com 1.136 episódios registrados nas unidades (437 deles concentrados na capital e cidades vizinhas).

O resultado consolidado das estatísticas vai começar a ser usado no desenvolvimento de ações efetivas a partir do ano que vem. O secretário adjunto da educação, Guilherme Bueno, explica que o desafio inicial do trabalho é qualificar os dados para ter uma amostra real dos problemas da rede.

“Você pode ter uma escola com problema de drogas e outra com problema de gangues. Mas para sabermos o que pode ser feito em cada uma delas, a gente precisa pelo menos entender [os problemas]”,  afirmou. Segundo Bueno, menos de 2% das ocorrências de violência são de natureza grave.

Para a supervisora do programa, Beatriz Graeff, a qualificação das ocorrências recebidas vai ser fundamental para as estratégias de combate à violência. “Nós temos um procedimento que começa pelo contato telefônico com a escola, para reunirmos mais elementos para analisar as ocorrências. Acompanhamos os desdobramentos. Nas situações que demandarem atenção maior, realizaremos visitas técnicas para conversar com o dirigente e pensarmos juntos em ações preventivas.”

O professor de pós-graduação em educação da PUC-SP, Fernando José de Almeida, acredita que a iniciativa do sistema é uma conquista para a rede pública, desde que os levantamentos sejam um instrumento de combate efetivo do problema. “O próximo passo é trabalhar estes números com a sociedade [para que ela também ajude]”.

Projeto divulga bons exemplos – O Canal livre, sistema implantado em junho juntamente com o ROE (Registro de Ocorrência Escolar), pretende disponibilizar a todos os diretores algumas experiências de êxito contra a violência. Por meio do sistema, diretores comunicam ações que desenvolveram.

Um destes exemplos ocorreu com a Escola Estadual Antônio José Leite, na Vila Amélia. Além de revitalizada, a unidade implantou um show de talentos, onde os estudantes fazem apresentações de música. Antes, a escola era depredada.

Informações do Jornal Agora – 7-12-09- página A/3 .

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