Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Sonho que sonha só, é só um sonho que se sonha. Sonho que se sonha junto, é realidade!” – Miguel de Cervantes

Foi em 10 de dezembro de 1948, quando a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Contudo, os flagrantes de discriminação – expressos por meio das mais cruéis formas de violência, exclusão e de opressão – ainda estão por aí.

Bem oportuno o aniversário da proclamação para que façamos uma reflexão, uma análise aprofundada dos valores e dos direitos da dignidade humana, da democracia e do pluralismo político.

Até hoje a democracia brasileira não garantiu à maior parte da população, a totalidade dos direitos de cidadania, o que resulta nas frequentes e conhecidas práticas de violência, de discriminação étnico-racial, da homofobia, da corrupção, da criminalidade, da tortura e dos maus-tratos. Persistimos num sistema penal seletivo e classista. Nosso povo ainda carrega o jugo do preconceito – ainda que velado – contra as minorias.

O fim do regime militar, a reconstrução de instituições políticas e dos movimentos sociais foram insuficientes para extinguir as práticas discriminatórias, o arbítrio e o autoritarismo. As classes mais populares da nossa gente, as que se encontram em situação mais vulnerável, ainda são os alvos prediletos.

Para que a humanidade garanta o seu direito à liberdade e à dignidade, os investimentos na educação – citados na própria Declaração – são fundamentais e insubstituíveis para podermos exterminar – de uma vez por todas – este sistema econômico social pervertido, gerador de relações sociais desumanas e insustentáveis em que vivemos.

Bem definiu Miguel de Cervantes, o famoso escritor: “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.”

Cito, então, o seu genial personagem, D. Quixote, para traduzir os anseios que hoje habita na maioria dos países, a respeito da conquista dos Direitos Universais do Homem:

Quando se sonha sozinho é apenas um sonho.

Quando se sonha junto é o começo da realidade.

Façamos a nossa parte. Nenhuma contribuição se faz menos importante.

10 de dezembro – Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem

 

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